fbpx
Como podemos te ajudar?

Coordenadora de Pedagogia das Faculdades Prominas dá dica de como ocupar o tempo das crianças durante a quarentena do Coronavírus

Coordenadora de Pedagogia das Faculdades Prominas dá dica de como ocupar o tempo das crianças durante a quarentena do Coronavírus

     “É tempo de nos voltarmos para o nosso bem maior: a ‘família’, desenvolvendo alternativas para nos mantermos em casa, com alegria e segurança. Juntos venceremos esta Pandemia!”

Por Hellen Patriny

Nesse período de isolamento social é normal que os pais e ou responsáveis fiquem um pouco perdidos quanto a quais atividades desenvolver com as crianças que, geralmente, são cheias de energia e facilmente entedeadas. Pensando nessas dúvidas, convidamos a coordenadora do curso de Pedagogia das Faculdades Prominas, em Montes Claros, Clemilda Daniela Silva Maia, para dar algumas dicas e orientações para os adultos de plantão, bem como para esclarecer a necessidade do isolamento social dos pequenos.

De acordo com a pedagoga,  “diante da atual situação de calamidade pública enfrentada pelo mundo, por conta da Pandemia do Novo Coronavírus, muitos esforços têm sido feitos pelos Governos Federal, Estadual e Municipal no sentido de conter o avanço da doença em nosso país, como, por exemplo, o isolamento social, que levou à suspensão das aulas tanto nas escolas públicas como nas instituições particulares de ensino. Mas o que fazer com as crianças em casa? De início, é importante entender que o período de isolamento social, estabelecido pelas autoridades (através de determinações publicadas nos órgãos de comunicação oficial), não significa “férias” ou pausa nas atividades escolares. Pelo contrário, apesar do distanciamento do ambiente escolar e das pessoas, é imprescindível  continuar estimulando as habilidades e as competências necessárias ao desenvolvimento psicossocial e cognitivo da criança”.

A coordenadora, que é mestra em Ciências da Educação com Ênfase em Psicnálise, explicou qual é o papel dos pais nesse processo de continuidade de estudos e de atividades, como também no controle do tempo que esses jovens dedicam aos recursos tecnológicos.

“Nesse sentido, os adultos mais próximos são essenciais nesse processo, visto que podem (e devem!) participar do universo da criança, promovendo atividades interativas de recreação, aprendizagem e desenvolvimento psicomotor, como as brincadeiras educativas (propostas de problemas que demandam soluções criativas) e as leituras interativas. Um convívio que deve fortalecer ainda mais os laços familiares, estreitando os laços afetivos entre pais e filhos. É preciso evitar que as crianças fiquem demasiadamente ligadas nos recursos tecnológicos com grande tempo de imobilidade. Daí a importância de um novo planejamento, diante do atual contexto de isolamento social, de forma a reorganizar toda a rotina familiar (horários de alimentação, sono, banho, afazeres domésticos, brincadeiras, leituras e uso das tecnologias), ajudando, assim, não apenas as crianças como os adultos também”, esclareceu.

Mas, diante dessa nova realidade, como programar uma rotina adequada para as crianças? Clemilda Daniela, como prefere ser chamada, ensina o passo a passo de como organizar atividade que aliem os desejos das crianças com as reais necessidades de ensino.

“Como a primeira opção das crianças é quase sempre o uso das tecnologias, por que não utilizar os jogos eletrônicos educativos que favoreçam a leitura e o desenvolvimento do raciocínio lógico/quantitativo? Outra opção são os jogos de mesa (xadrez, dama, ludo, dominó, quebra-cabeça) que costumam favorecer o desenvolvimento de competências cognitivas. Além disso, ainda é possível resgatar as brincadeiras antigas, como amarelinha, boca de forno, morto e vivo, esconde/esconde… afinal, atividades com maior consumo de energia (estafetas com litro pet, futebol, bicicleta, dança, alongamentos) são uma alternativa essencial nesse processo de isolamento”, afirmou.

E as alternativas não acabam por aí, a educadora traz ainda mais ações que podem ser desenvolvidas ao longo desse período.

“Outras opções bem interessantes são desenhos, pinturas ilustrativas, recorte de figuras, dobraduras, cartinhas, ditado divertido, jogos de soma/adição/multiplicação, desenhos livres, filmes educativos, confecção de pipas, máscaras e brinquedos de materiais reciclados, confeccionar massinha de trigo, criar jogos de adivinhação, patinação com meia, caça ao tesouro em casa, receitas culinárias, criação de poesias e a contação de histórias, que estimula a oralidade, a imaginação e a leitura. Incluir a criançada nas tarefas do lar e/ou cuidar das plantas, também são formas de entretenimento, além de desenvolverem o senso de responsabilidade quanto ao compromisso de manter a casa higienizada e arrumada”, completou.

Conforme a profissional, tudo isso pode ser feito de uma maneira bem lúdica, sem trazer para a criança um peso de uma tarefa cansativa e sem graça. Além disso, outros valores podem ser aproveitados em toda essa brincadeira.

“Dá para fazer tudo brincando! Portanto, use e abuse da criatividade! Lembrando que todas as atividades devem ser desenvolvidas com muita higiene, pessoal e de todo o espaço e dos materiais utilizados. É tempo de nos voltarmos para o nosso bem maior: a “família”, desenvolvendo alternativas para nos mantermos em casa, com alegria e segurança. Juntos venceremos esta Pandemia!”, concluiu e alertou.