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Gestão de resíduos durante o Covid-19, quais as recomendações?

Gestão de resíduos durante o Covid-19, quais as recomendações?

Coordenadora de Engenharia Civil das Faculdades Prominas explica sobre as recomendações para gestão de resíduos durante a pandemia.

O novo Coronavírus (COVID-19) é um agente biológico que está enquadrado como classe de risco 3 (alto risco individual e moderado risco para a comunidade), sendo um vírus de alta resistência e persistência. E além do vírus em si, que é o principal agente da doença, há também outras preocupações, como o destino dos redíduos nesse período de pandemia.

Para falar sobre o assunto convidamos a coordenadora do curso de Engenharia Civil, Bruna Andrade, que é mestre em Planejamento Urbano e especialista em Gestão Pública. De acordo com a engenheira, “os serviços de limpeza urbana são considerados essenciais, e não podem ser interrompidos mesmo durante período de pandemias, como o que estamos vivendo, sendo fundamentais para proteção da saúde pública e preservação do meio ambiente”.

O descarte dos resíduos sólidos, se torna assim, um importante aliado na prevenção contra o Covid-19, bem como de outras doenças, como reforça a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE): “endemias decorrentes de acúmulo e má gestão de resíduos, têm o condão de afetar a imunidade das pessoas, o que seria uma agravante no quadro atual”.

As organizações internacionais de boas práticas com o objetivo de assegurar condições de saúde pública apresentam algumas orientações e recomendações no tratamento de resíduos, que são apresentadas a seguir:

Orientações Gerais para os Operadores:

– Orientar a correta utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) já determinados para a operação rotineira e adoção dos padrões básicos de higienização para as suas atividades, além de evitar tocar os olhos, nariz e boca. Não há nenhuma evidência decorrente do COVID-19 que demande aos trabalhadores a adoção de precauções e proteções adicionais àquelas já comumente adotadas;

– Reprogramar os turnos e jornadas das equipes de coleta, para evitar aglomerações nas garagens e locais de início e fim das atividades;

– Suspender os serviços de coleta de resíduos volumosos, a fim de se proteger a integridade dos trabalhadores, uma vez que tais atividades demandam proximidade social.;

– Estabelecer protocolos específicos ou revisão dos já existentes para proteção da saúde dos trabalhadores durante a operação em unidades em que houver exposição da massa de resíduos.

Gestão de Resíduos Domiciliares gerados em residências com casos confirmados ou sob suspeita de contaminação por COVID-19

– Substituir os sacos quando atingirem 2/3 de sua capacidade ou pelo menos 1 vez a cada 24 horas;

– Usar luvas e máscara ao remover o saco. Use dois sacos plásticos resistentes (um dentro do outro) para descartar seus resíduos e certifique de que ambos estão devidamente fechados (nós ou lacres);

– Lavar a lixeira e sanitizá-la com álcool 70GL ou solução de hipoclorito de sódio (água sanitária);

– Os saco deve ser identificado com o símbolo de substância infectante;

– Animais de estimação não devem ter contatos com os materiais descartados.

Se você não teve confirmação POSITIVA para COVID-19 nem está em quarentena obrigatória:

– Continue fazendo a coleta seletiva como você faz até agora;

– Se você usou máscaras e luvas, descarte-as no lixo comum;

– Acondicione seus resíduos de forma adequada para que os trabalhadores da limpeza urbana não tenham contato com nenhum material descartado;

– Apresente os sacos para coleta nos dias e horários determinados em sua localidade.

A professora mestre Bruna reforça “que essas medidas são importantes, pois TODOS os cidadãos e os trabalhadores do setor de resíduos estão expostos a riscos de contaminação biológica e devem seguir os rigorosos protocolos de higiene e participar dos treinamentos”.

A profissional completa falando sobre os benefícios da prática desses protocolos.

“Espera-se, com estas atitudes, ampliar a colaboração na redução do impacto da pandemia do Coronavírus, gerando proteção à população, melhorando as condições de trabalho e higiene dos profissionais catadores, além de garantir também as suas rendas nesse momento de tanta difuldade”, concluiu.